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Festa de São Sebastião – Passado e presente da comunidade reunida
Há muito tempo, a Festa de São Sebastião já não acontece mais no chão de terra batida e sem cobertura. A alegria do povo tomava conta da festa e envolvia toda cidade nas animadíssimas noites. Era década de 40, barraquinhas, pescarias, pau de sebo, correio elegante e concorridos leilões de gado compunham o cenário. A festa surgiu com intuito de arrecadar recursos para a construção da Escola Paroquial São Sebastião. Foguetes e o badalar do sino avisavam que a festa ia começar!
O pacato bairro de Vila Cruz era povoado por famílias tradicionais que ajudavam no início da vida da comunidade que se criava em torno da igreja de São Sebastião. As ruas eram de terra e as poucas casas, mesmo na cidade, tinham espaço reservado para bois, porcos e aves.
A festa surgiu por volta de 1948. Sabe-se que os festejos começaram junto com as atividades da paróquia, que era comandada pelos americanos Padres Oblatos de Maria Imaculada.
Apesar do dia do padroeiro ser comemorado em janeiro, os festejos sempre foram realizados em julho ou em agosto, dependendo do ano. No começo do ano costuma chover muito e não havia área coberta, por isso se optava pelo período de secas. Além disso, havia oportunidade de lucrar, já que os quentões tornavam-se um atrativo a mais para espantar o intenso frio da época.
Por muitos anos, os padres estendiam a festa até o dia 15 de agosto, para comemorar também a assunção de Nossa Senhora.
A festa era uma saudável disputa entre duas famílias: os Rezende e os Maiochi. Durante a festa, a cada dia uma família era responsável pelo leilão. Além deles, outras famílias também participavam, mas eram eles que mais chamavam atenção já que, durante o ano todo, se dedicavam a preparar prendas e criar animais que seriam arrematados nos leilões.
Os festejos não aconteciam somente ao lado da igreja, como é hoje, mas em frente, na atual Praça Pedro Afonso Junqueira, que também era de propriedade dos padres. Ali, eram montados grandes currais, onde aconteciam os leilões.
A dona de casa Aparecida Rezende Figueiredo guarda com carinho as lembranças da infância e juventude, todas passadas na Vila Cruz, na organização da festa.
“Era uma festa muito tradicional. Era tão importante que era até feriado. Tinha corrida pedestre, de bicicleta, pau de sebo, roleta, parque de diversões e leitoa ensebada (passava sebo na leitoa e saiam correndo atrás) dava trabalho, mas quem conseguisse pegar virava o dono”, conta Cida.
E o tradicional evento também servia para paquerar. As brincadeiras de correio elegante juntavam casais. Muitos deles estão casados até hoje, inclusive ela, que também conheceu o marido com quem vive há quase 50 anos, na festa. “Deixávamos até versinhos para quem tivesse sem ideia e quisesse copiar. Ai o mensageiro levava para a pessoa pretendida. Além disso, tinha uma brincadeira que chamava cadeia. Eu e outras moças prendíamos os moços bonitos na cadeia e eles tinham que pagar fiança pra sair”, Cida se diverte ao lembrar.
O tempo foi passando, na década de 60, a festa já começou a ganhar novos traços. Os vicentinos, membros da Sociedade São Vicente de Paula, começaram a ajudar na organização e realização da festa.
Nessa época também surgiu o concurso Boneca Viva. Várias famílias que tinham crianças participavam. Elas iam até a festa com suas bonecas e também se vestiam como se fossem bonecas. Sempre uma era coroada rainha Boneca Viva. Por vários anos, as famílias se mobilizavam nessa disputa que atraia os olhares de toda comunidade.
César Maiochi hoje está com 76 anos e por 30 se dedicou aos leilões. Ele conta que guarda muitas lembranças boas naquela época. “No começo a família inteira se envolvia com a festa. Eu gritava os leilões e conseguia fazer sair todas as prendas do dia. Gostava muito de fazer isso porque queria ajudar a igreja”, destaca.
Maiochi diz que não havia competição entre as duas tradicionais famílias já que todos queriam o mesmo: fazer uma festa de sucesso e ajudar nas atividades da paróquia. E ele recorda: “Não tinha ainda o salão como é hoje. Era um pátio aberto e no lugar do leilão colocávamos uma tenda e as pessoas se apertavam ali. Quando chovia aquilo tudo virava um barro danado”, relembra.
Atualmente, César não consegue mais participar ativamente dos leilões devido à idade e a um problema nas costas. Mesmo assim, pelo menos um dia ainda ajuda na festa.
Hoje o salão é coberto e a chuva não atrapalha mais. A animação e união da comunidade de São Sebastião ainda são as mesmas do saudoso passado, o que garante que teremos, novamente, neste ano, uma grande festa em louvor ao nosso padroeiro.
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